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Livro de contos: Pequena dose de ilusão

Posted on quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 by Unknown in , , ,



Tudo bem, não é surpresa pra ninguém que eu não vá aparece na festa sábado. aposto que só vão falar do quanto eu devo estar arrasada e tal.. Meio quilo de pó e rímel que eu gastei a toa. Que seja, agradeço a Deus por ter outras preocupações; e agradeço a você, ou melhor, a sua ausência, pois graças à ela tenho livre aquele espaço na minha mente de que eu tanto preciso pra organizar coisas mais "relevantes".
É Poliana, parece que o seu jogo do contente não funciona comigo, pois o lado bom que eu consegui achar é facilmente traduzido para “dor de cabeça”, que eu tenho sentido desde quando as aulas começaram, mas vou focar nos estudos mesmo assim.
Então, depois de analisar a situação acabei percebendo que eu havia previsto tudo isso, sabe? Não tinha para onde correr, eu sabia! Só que a maldita da esperança me deixou anestesiada, sem querer enxergar o óbvio, que no final disso tudo eu ia acabar aqui, escrevendo; pra quê?
Pra quem?
Sem música dessa vez, não quero aparecer com a cara inchada amanhã. E sábado? Bom, não são apenas os meus planos pra ele que vão mudar daqui pra frente.

Bárbara Medeiros - Uma das 4.

Livro de contos: Pacote amor.

Posted on quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 by Unknown in , , , ,

Meu rímel está borrado, e o destino mais uma vez trocou as coisas, pois você costumava a borrar meu batom, e dizer palavras de carinho. Aquele cara que eu pensava que seria o tal “príncipe encantado”, foi-se, e no meu próprio conto de fadas eu sou uma princesa sem príncipe, fui enganada como a branca de neve, só que o beijo, aquele beijo que sempre salva a dama não veio no final, muito menos um “felizes para sempre”. O que restou de mim foi apenas o cansaço de amar e não ser amada, o coração em pedaços e as lágrimas quentes que agora rolam no meu rosto.
Quando se ama no fim sempre sentimos um vazio, como num filme em que a cena da despedida é sempre a mais triste, e todas as noites me pergunto o porquê desse final triste, se podíamos ter uma história em que o final não existiria. Ainda não é tempo de esquecer, não queria que alguém que eu amasse tanto se fosse, como se não ligasse para o que tínhamos e nem para o que poderíamos ter, e eu que não tinha medo, agora estou apavorada. Será que é o melhor pra mim? Ele dizia que era pra ele, mas como alguém pode se sentir bem longe da pessoa que ama? Então duvidei de tal amor, eu não acreditava que amor perfeito era aquele onde não haveriam brigas ou desentendimentos, mais sim aquele em que, mesmo tendo brigas, problemas e desentendimentos, o amor superaria tudo.
Acredite, amar não é um sentimento, é uma decisão! Não espero alguém perfeito, muito menos um tal de “príncipe encantado”, só quero alguém que me ame devidamente como sou, e que no pacote amor ele seja meu, e com todos os problemas, briguinhas e desentendimentos o amor supere tudo. Amei demais, me iludi demais (como sempre) e, mais uma vez, quebrei a cara.

Crônica do amor.

Posted on quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 by Unknown in ,


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor.
 

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